sábado, 30 de outubro de 2010



Resolução de problemas

Embora não se possa afirmar que todas as teorias de resolução de problemas acreditem que todos os problemas sejam solúveis, elas tendem a partir dessa premissa e ainda de outra: a educação ganha em taxa de utilidade, se for percebida como uma ferramenta que ajuda as pessoas no dia‑a‑dia. Esse dia-a-dia é geralmente definido como estoque de problemas, sobretudo de mercado, e a educação, desde que dotada de certas qualidades, poderia auxiliar a enfrentá-los. Entre essas qualidades, podem aparecer: não ficar apenas na teoria, não se restringir a memorizar, saber relacionar um problema com o outro, planejar as ações, e assim por diante. Em certos países, com destaque absoluto para os Estados Unidos, essa teoria vincula-se facilmente à centralidade do mercado na vida das pessoas e da sociedade, por conta da doutrina liberal capitalista. É preciso saber enfrentar a vida, que não é fácil no contexto arduamente competitivo. No fundo, a educação é importante, porque ajuda a competir. Essa marca é hoje ainda mais saliente, porque a economia tornou‑se intensiva de conhecimento.

Assim, o que temos de aprender na vida não é propriamente a resolver os problemas, mas a administrá‑los com inteligência. Primeiro, deve‑se reconhecer que, dialeticamente falando, toda realidade é problemática, não porque contenha defeito, mas porque é dinâmica, precisamente dialética. Segundo, nem todos os problemas teriam solução, porque sequer saberíamos apontar todos e menos ainda dar conta de todos. Terceiro, cada solução nova também inventa novos problemas. Quarto, a realidade sem problemas não seria real. Quando nos colocamos, por exemplo, o desafio da educação flexível e que sabe aprender sempre, temos em mente jamais uma realidade devassável, plana, linear, mas outra complexa, dinamicamente problemática, maior que nossa cabeça, nossas teorias e práticas. Não há nenhuma inteligência na idéia de acabar com os problemas, porque seria o modo de torná-los ainda mais problemáticos. Isso representaria uma visão positivista, tipicamente reducionista de conhecimento que pretende dar conta de tudo, porque reduziu o todo a seu próprio tamanho. Os problemas só são totalmente solúveis, quando reduzidos àqueles que sabemos solucionar linearmente, dentro da ditadura do método. É exatamente assim que procede a ciência moderna: reduz a realidade àquilo que seus métodos podem captar e declara o restante como irrelevante, secundário, quando não‑inexistente.

Em vez da visão positivista linear, seria mais educativo cultivar outra de caráter dialético e histórico-estrutural. Os problemas não manifestam apenas a dureza da vida, as desigualdades sociais, o sofrimento, mas, na outra face da mesma moeda, assinalam a dinâmica da realidade, sempre em polvorosa. Sinalizam o sinal dos tempos em que tudo deixa sua marca. Indicam o contexto espacial, onde tudo está de alguma forma embutido. Há estruturas, por certo, porque as coisas não acontecem de qualquer maneira e a história não pode ser simplesmente inventada. O ser humano faz sua história, mas dentro de condições dadas, como diz o materialismo histórico. Contudo, há história, que não é apenas um rito de passagem, mas uma referência explicativa, tanto quanto a estrutura. Há, assim, problemas que não passam, porque mais propriamente passamos por eles.

Nesse sentido, nada é mais simples na vida do que encontrar problemas. São muito mais abundantes do que as soluções. Vale dizer certamente que é necessário ir atrás das soluções, não só empilhar problemas. Em termos educacionais, será o caso encontrar um caminho intermediário, que saiba problematizar para também desproblematizar. Saber pensar, todavia, começa sempre pela capacidade de problematizar, porque é a forma inteligente de desproblematizar. Caso contrário, simplificamos, banalizamos, distorcemos em excesso. Basta que saibamos colocar o intento de problematização no seu devido lugar: é uma habilidade propedêutica, não o sentido da coisa. Problematizamos para melhor desproblematizar e, assim fazendo, não caímos na armadilha de querer acabar com os problemas. Com isso, chegamos também ao nível fundamental do saber pensar, que é a importância dos erros. Aprende‑se muito a partir dos desacertos, sobretudo porque nos damos conta de nossa falibilidade. É preciso analisar melhor, olhar mais longe, aprender mais. Só não erra a máquina totalmente linear, reversível, que faz para frente o mesmo que faz para trás, que nada inventa. O aperfeiçoamento constante da aprendizagem permanente é diretamente proporcional aos erros cometidos e às suas retomadas. Nesse sentido, a idéia apressada de resolver os problemas coincidiria com a pretensão de acabar com os erros, cometendo o pior deles.

O espírito crítico é o modo que temos de olhar fundo, de ser impiedoso na análise, de ver sobretudo o que não se quer ver, mas é método. Dele não provém a felicidade. O saber pensar não pode escorregar para o lado mórbido da crítica, que já se compraz em destruir. Educativamente falando, a desconstrução só se completa e ganha significado na reconstrução. Contudo, engana‑se menos quem mantém o espírito crítico. Aprende continuamente quem sabe equilibrar a busca de soluções com o reconhecimento tranqüilo da complexidade das coisas e da vida. Boa parte da aprendizagem inteligente é a busca desse meio-termo escorregadio, reconhecendo-se que solucionar problemas é, principalmente, saber administrá-los bem.

Fonte
RESOLUÇÃO de problemas. [S.l.: s.n.].

Denis - 30.10.2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


A EDUCAÇÃO E SEUS MEANDROS

O campo da educação, como o demais campos do saber, laboratórios e outros meandros do conhecimento e da ciência requerem ousadia para irmos alem do que já esta posto, sendo aplicado. Espera-se do profissional desta área a habilidade na manipulação do conhecimento, dos postulados visando sempre o desenvolvimento de seus alunos,dando-lhes consciência de caminhar com as próprias pernas, transformando-os em sujeitos de capazes transformar a realidade social em que estão inseridos.

Para esta jornada encontraremos pedras no caminho. As dificuldades surgirão sempre que tivermos que intervir no que já esta posto. Uma mudança no caminho gera desconfiança na rota a seguir e medo de onde se pode chegar ou não. O professor certamente encontrará dificuldades ao romper por exemplo com os métodos formais, pois necessitara de aprovação e colaboração de sua escola ou instituição. “os métodos formais envolvem em geral um nível relativamente alto de aulas expositivas e de trabalhos iniciados pelo professor, ao passo que os métodos informais dão mais espaço para a iniciativa das crianças e apresentam oportunidades maiores para o exercício da criatividade e responsabilidade” (FONTANA). O professor que tem como alvo fazer do aluno um individuo critico e autônomo, deverá atentar sempre, ou devo dizer trazer na manga uma alternativa aos métodos formais para que se viabilize a aplicação do método informal. “Isso implicaria, por exemplo, fornecer as crianças os equipamentos e materiais necessários e apresentar-lhes certos problemas, cuja solução os levaria para o tipo de aprendizado detalhadamente especificado de antemão”. (FONTANA). Talvez a maior dificuldade do professor esteja contida exatamente naquilo que se espera dele como virtude, que é a flexibilidade no tratamento com os métodos.

Essa flexibilidade ira fomentar, permitir que o aluno se torne um ser curioso, um investigador de novos conhecimentos e conceitos, e isso o levará a galgar novos degraus, conseqüentemente a academia etc. O componente da curiosidade é o combustível que o fará se mover no universo dos saberes. Espera-se que o professor contribua para a inquietude, para, repito, a instigação da curiosidade, e esta deve ser continua, mas espera-se também que o aluno se apresente como um ser curioso, que se apresente disposto para tanto. Em outras palavras, “saber perguntar é preciso, copiar não é preciso”.

Ao pensarmos no desenvolvimento e estimulo da inteligência do aluno é importante que o professor atue como orientador, um facilitador dos discentes se adaptando ao grau de desenvolvimento deles. Para tanto, será importante após o professor “sentir a classe” a tomada de ações como a “variação dos estímulos”, “mudança de canais de comunicação”, “mostrar entusiasmo”, “uso de marcadores de importância” , “o uso de exemplos”, “solicitar a colaboração da classe”, e “uso adequado da aula expositiva” entre outras medidas. Essas ações possibilitarão um maior entrosamento entre docentes e discentes.

Somando-se a isso, o professor deverá trazer consigo a idéia de que este aluno é um ser social, composto de valores adquiridos em família e que necessitara de uma interação com os seus pares. Para tal tarefa, será necessária a utilização da linguagem para que o aluno desenvolva a expressão do seu pensamento para que ele se contextualize e entenda os personagens a sua volta e a sua própria realidade. A linguagem verbal é a linguagem que funcionara como uma locomotiva, que trará consigo as demais linguagens que permearão e possibilitarão a comunicação e a interação. O professor devera ainda estar atento ao bom senso na mediação desta interação entre aluno-professor e aluno-aluno. Já se sabe que criticas inescrupulosas individualizadas direta a um aluno poderá a curto e longo prazo causar danos a sua auto-estima o implicara em prejuízos a sua autonomia. Não podemos esquecer-nos da interação teórica. Ou seja, o aluno devera sincronizar-se e sintonizar-se com a fala do professor caso contrario não haverá interação. Não havendo interação não haverá também construção e reconstrução do conhecimento. Como mencioni no inicio, é necessário instigar no aluno a curiosidade, já que o monopólio da fala aliada ao desentendimento do aluno desencadeara a sonolência ao invés da atitude curiosa. É necessário encontrar um equilíbrio entre a nossa fala e o atual momento do aluno sistematizando o que ele já sabe com nossos objetivos. Podemos equacionar a interação partindo do que o aluno já sabe somada a preponderância de nossa fala e ainda ações interventivas que consistem em identificar, diagnosticar e administrar conflitos e tensões em sala. Dessa forma, acredito ter desenvolvido o alicerce para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e afetivas.

Partindo do simples para o complexo, (cfme Bloom), nos depararemos com o conhecimento, que se da pela compreensão da natureza das coisas, capacidade de armazenar e reconhecer informações. Munido de conhecimento será possível e assim se espera que o aluno possa desenvolver as habilidades da escrita, da nomeação, da definição ampliando assim seu grau cognitivo. A compreensão, seqüência natural após a abstração do conhecimento de acordo com Bloom, permitira que o aluno interprete através de explicações e resumos. A partir da compreensão o aluno ira compreender e interpretar com base no conhecimento prévio. Creio que isso lhe Dara coragem para se aplicar em resoluções de problemas. Com a experiência dessas resoluções, fruto de sua aplicação e iniciativa, ele desenvolvera o senso de analise o que o possibilitar a distinguir, classificar e comparar pressupostos, hipóteses, evidencias para uma determinada questão ou atividade. Sempre em direção a complexidade na tratativa do cnhecimento, após a analise, insere-se na capacidade de síntese, onde será capaz de se relacionar e integrar a idéias que o levara a novos níveis de abstração e apreensão do conhecimento. Ao alcançar o nível da avaliação, o mais complexo, o individuo será capaz de julgamentos, criticas e justificativas. Podemos então discernir a partir de Bloom, que a conexão desses níveis partindo do simples (conhecimento) para o complexo (avaliação) teremos o processo da cognição.

Partindo desse principio do simples para o complexo dentro de uma hierarquia, Bloom ira definir as habilidades afetivas onde a receptividade é o nível mais simples e o complexo de valores mais intrincado. Partindo da receptividade, o nível mais simples, verificamos a existência do desejo de que é possível se desenvolver em um determinado campo, buscando mais conhecimentos delimitando o foco, buscando uma resposta para o desenvolvimento do que se deseja saber ou chegar. Dessa forma o aluno ira mergulhar no universo deste saber pré definido, sempre estimulado ao contato do saber pré existente e dando também sua contribuição. Ou seja, ele esta disposto a ir ao encontro com o novo. Nesse trajeto ira se deparar com limitações próprias do exercício da produção cientifica. Isso fará com que ele entenda os valores, desenvolvendo assim uma aceitações, preferências e compromissos. Assim, haverá um desenvolvimento para a “aceitação de uma situação”, “comprometimento de uma situação” e “lealdade para uma posição, grupo ou causa”. Isso facilitara a organização dos valores, pois será possível “novas internalizações” coroborando ou não com outras já existentes, o que ocasionara uma organização hierárquica de valores. Devidamente então organizados e valorizados, chega-se então ao complexo de valores, onde será possível ao individuo se posicionar, tomando posições fixas pois já é capaz de sistematizar os valores que traz consigo,porem, agora, com uma postura coerente e ética o que nao devera impedir a uma avaliação critica dos fatos.

O percurso para a autonomia do discente é longo e cheio de complexidades, muitas vezes doloroso e injusto. Mas é na trajetória que se da o desenvolvimento. A cada na escola, a complexidade das habilidades cognitivas e afetivas se direcionam para o desenvolvimento de um individuo com capacidades avaliativas e de agregação de valores, um individuo contextualizado, hábil para uma vida cidadã plena.

Um erro em uma cirurgia poderá custar a vida do paciente, da mesma forma, um erro na formação deste individuo, implicara na morte da identidade de um pais e seus cidadãos. Cabe aqui uma analogia com o cristianismo, onde o mestre ensinou doze discípulos, e estes foram responsáveis pela vivencia e transmissão dos valores e conceitos apreendidos e que percorreu séculos, sofreu transformações e chegou até o século XXI.

Sinto ser de nossa responsabilidade como mestres, difundir e manipular de forma critica os postulados existentes e contribuir para a continuidade destes. Não me refiro aqui aos dogmas, mas sim ao comprometimento, disponibilidade e desejo de se abraçar a causa. Me refiro a causa da educação com qualidade e criticidade. A causa deve ser levada por pessoas que amem a causa ao invés de amarem simplesmente o canudo, se amarmos a causa, fatalmente amaremos também as pessoas. Ao amarmos a causa e as pessoas, certamente faremos um trabalho eficiente, contribuindo para o nascimento de um ser conhecedor de si, do seu redor, da sua realidade e de seus direitos e deveres.

Referencias bibliográficas:

FONTANA, David. Personalidade, características e estresse do professor [S.l.: s.n.]

CLASSIFICAÇÃO de Bloom. Disponível em:

HTTP://rppalma.googlepages.com/webquest6>. Acesso em: 03 mar 2006

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Ditadura eleitoral" ou Mídia golpista?
por: Luciano Alvarenga - Sociólogo.


Democracia nunca foi o forte na América Latina, alias ditadura sempre foi a palavra de comando no continente. Mas já faz algum tempo que eleições e rodizio de poder vêm ocorrendo. A volta da democracia coincidiu com a ascensão do neoliberalismo e a idéia, agora esgotada, de que o mercado tudo resolve e que o Estado quanto menor e menos importante, melhor. Políticos pós ditaduras assumiram o poder e se transformaram em reprodutores aqui daquelas idéias neoliberais. A democracia neste contexto era conveniente por que endossava a cartilha de mercado a venda.

Entretanto, algumas décadas de neoliberalismo só fez aumentar a pobreza, a violência urbana, o trafico de drogas e o favelamento das cidades. Tais conseqüências sociais e econômicas, que se diga também nos paises centrais se fizeram sentir, ainda que de forma menos drásticas, acabaram por levar ao poder na América Latina muitos políticos do centro esquerda do espectro político. Hugo Chaves, Rafael Correa, Evo Morales, Lula, Fernando Lugo, Tabare Vazquez estão entre eles.

Depois dos desmandos políticos ditatoriais e a implantação acritica de modelos econômicos importados, a consolidação da democracia no continente tem acontecido mediante a universalização de políticas sociais, o acesso generalizado dos mais pobres a programas de renda mínima, e por conseqüência a eleição e reeleição de políticos com trajetória nas lutas sociais e políticas na América Latina.

A chegada da esquerda ao poder, a implantação de fortes políticas sociais somadas a regularidade eleitoral esvaziou o discurso dos políticos de direita, esvaziamento agravado com a crise financeira e ideológica acontecida nos Estados unidos em 2008. A consolidação eleitoral da esquerda e os ganhos sociais obtidos pela população vêm gerando na mídia tradicional e nos meios políticos conservadores forte reação. É parte desta reação a tentativa de vender a idéia de que reeleição - implantada em muitos paises, inclusive Brasil, pela própria direita ou partidos de centro - é na verdade expressão de uma espécie de caudilhismo ou ditadura que a mídia vem divulgando como "ditadura eleitoral". Quando Uribe presidente da Colômbia busca reeleição é vontade popular, quando Chaves da Venezuela o faz é ditadura eleitoral.

Quando a democracia era conveniente a implantação de políticas econômicas neoliberais que expropriava direitos e aumentava o fosso entre pobres e ricos, ela era propagandeada como a única alternativa para o desenvolvimento via mercado. Agora que o mercado salvador faz água e é questionado em todo lugar e por todo mundo minimamente sério, a mídia tradicional questiona os processos eleitorais e a legitimidade da população em dizer se pretende como quer e como agir diante de um vácuo ideológico que possibilita a emergência do Estado como elemento básico e necessário ao desenvolvimento social e econômico dos povos latino americanos.

Diga-se que ninguém esta propalando a morte do mercado, muito pelo contrario, por todo canto se entoa as vantagens e os ganhos de uma sociedade de livre mercado. O que esta em questão é o papel e a presença do Estado na construção de uma sociedade mais equilibrada e equânime. Mas o problema da mídia também não é exatamente o Estado e suas funções na sociedade, mas o fato de que seus representantes políticos e os homens que a representam junto aquele Estado foram apeados do poder. Estão sem discurso não possuem projeto alternativo a falência do neoliberalismo, e, portanto, estarão por algum tempo mais, sabe-se lá quanto tempo mais, fora do poder e impedidos de condicionar as forças e as riquezas nacionais de acordo com seus particulares interesses de classe. A mídia questiona a democracia dando-lhe nome de "ditadura eleitoral", por que impossibilitada de apresentar nomes e formular propostas que sejam hegemônicas.

A formação do G20 como fórum decisório da economia mundial, deslocando a importância do G7, retira do centro da cena os Estados Unidos e redefine a posição de países como o Brasil que, a partir de agora terão muito mais margem de manobra para pensarem autonomamente a forma para seu desenvolvimento. Autonomia, soberania e prerrogativa sobre seus próprios desígnios é coisa nova na região, ainda mais quando quem está no poder na maioria dos principais paises Latinos são governos de esquerda. Governos de esquerda e autonomia decisória é tudo que políticos conservadores e a mídia tradicional latino americana não suportam; e este é o pano de fundo de quase tudo o que está acontecendo no continente. A questão daqui para frente é avanço democrático ou retrocesso golpista.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CRESCER É PRECISO...

No evangelho de Lucas cap. 2 v. 52 diz: "E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens".
Fica claro, ao menos a minha interpretação e creio que a do leitor também que Jesus crescia em tres frentes em sua vida.
A primeira em sabedoria, pois se nao tivesse crescido em sabedoria seria fatalmente "engolido" pelos fariseus, saduceus e outros ceus daquele período. Cresceu, acredito, para experimentar qual seria a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, seu pai. cresceu em sabedoria para provar as coisas excelentes.Se Jesus não tivesse crescido, as pessoas não confiariam nele, nao o seguiriam, pois ninguem segue quem nada sabe ou acrescenta. Se Jesus não tivesse crescido fatalmente seu ministério teria sido um fracasso, pois nao cumpriria então o seu propósito.
Da mesma forma, devemos tambem crescer em sabedoria, assim como Jesus cresceu, aprendendo, esmerando-se em aprender tanto as questões da biblia como as questões da vida tambem, ja que ambas andam de mãos dadas. Mas por que muitas pessoas não crescem? Por que muitos que possuem muitos anos de igreja, frequentam os cultos, carregam a palavra para cima e para baixo nao crescem, nao produzem frutos? Por que muitos ainda nao conseguem sequer abrir a biblia sem recorrer ao indice com anos de "casa" de Deus? Talvez a resposta esteja em Os 6:3 ou Os. cap. 5? quer saber oi que la esta escrito, verifique agora mesmo!!!
o fracasso bate na porta daqueles que não desejam crescer, que nao tem "gana", desejo forte, para ampliar seus conhecimentos bíblicos, espirituais entre outros. Crescer nao apenas para acumular saberes, mas fundamentalmente para viver na pratica a plenitude da palavra e nao somente na teoria. Estamos fartos de teoria e conceitos. Faz se urgente sairmos da tenda, ou da caverna que seja. Estao fadados a mesmice do saber, pela preguiça, pelo medo de se aventurar no novo, por falta de coragem entre tantas outras barreiras muitos permiten-se ao "esta bom aqui".
Quem nao deseja o crescimento em ambas as áreas da vida, corre o serio risco de se enquadrar em pelo menos um dos tópicos abaixo:

*o risco de ser um adulto com a mentalidade de criança, ou seja, um bobão. Veja 1Co 13:11
*o risco de perder oportunidades impares, mas por estar preso a mesmice, inserido no senso comum, mais um na massa, perdera fatalmente oportunidades.
*podera ter uma vida atrofiada, estacionada, parada, como uma parte do corpo que por alguma anomalia nao se desenvolveu, ficou parado no tempo. Leia Hb 5:12
*corre o serio risco, se ja nao estiver, com uma vida seca, conforme Mt 21:19. Uma arvore seca, sem frutos.

Para crescermos, o nosso foco deve estar em Jesus, Ele disse: "eu vim para que tenham vida, e vida em abundancia".

Crescer é preciso, viver nao é preciso...

Denis 15-08-10 - 22:50

domingo, 9 de maio de 2010

ACHO QUE TENHO UMA DÍVIDA COM MINHA MÃE

Rainha, salve salve, amada e admirada, cheia de graça e força, geradora de vida e alegria, geradora, criadora, minha admiradora, minha chefe, minha princesa, minha, minha, minha... por exemplo, neste momento eu estou na internet escrevendo este texto, ela, torcendo roupa, mas com o fogão na ativa, atravessa a lavanderia... deixa de pilotar a maquina de lavar e passa a pilotar o fogão, quente frio, frio e quente... arruma a mesa, faz o suco... essa semana comprou vitaminas para abrir meu apetite... minha médica, enfermeira, nutricionista... minha assistente administrativa... minha despertadora, pois me acorda de manha, minha empregada sim (ou voce acha que todo esse trabalho não é de uma hiperempregada?) eu deveria ser preso, pois alguem trabalha para mim e eu não pago nada... mas se a policia bater em minha casa la está ela para ser minha advogada... minha protetora...
E os cuidados com ela... fica para depois... a sua prioridade é o nosso bem estar e a casa arrumada. se colocasemos na ponta do lápis todo esse trabalho seria mais ou menos assim: tenho 31 anos, sao 372 meses de trato, 11.160 dias de cuidados e preocupações... imagine 11.160 multiplicado por no minimo 3, para encontrarmos as refeições... chegariamos a o numero 33.480 refeições preparadas. Agora se pensarmos em nossas roupas a coisa complica. São pelo menos duas trocas por dia, ou seja, sao 22.320 vezes que trocamos de roupa. imginemos agora 22.320 multiplicado por 3 (cueca + calça + camisa) chegaremos ao numero 66.960 peças de roupas lavadas, ainda nao mencionei o passar das roupas, que ca entre nós, caro leitor, é a atividade mais chata e dificil. Vamos as refeições? Melhor não.

obs.: numeros calculados para um adulto de 31 anos que permaneçe morando com os pais.

Denis
09.05.2010 - dia das mães.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O significado do Natal.
Interessantíssimo e ao mesmo tempo verdadeiro.

Por Luciano Alvarenga / Sociólogo
O natal se transformou em sinônimo de aborrecimento, chateação, endividamento e exposição ao mau humor e deselegância das pessoas.O natal transmutou-se na obrigação de presentear quem não precisa nem quer presentes, afinal, vamos às compras todos os dias o ano todo. A publicidade natalina, que se iniciou no início de novembro, é agressiva como um criminoso em ação. Não comprar é carregar a marca da vergonha.Vale tudo nessa briga de vender. Havia um e-mail circulando pela net em Rio Preto de que o Shopping A não havia divulgado um seqüestro nele ocorrido, e que por isso se tornava indigno de receber os ilustres compradores de fim de ano. Um olhar mais atento ao e-mail percebia que a informação era mentirosa e provavelmente plantada por algum lojista de fora do Shopping A.Se tem uma coisa que a maioria dos comerciantes não tem é espírito natalino, o que lhe interessa são as vendas, seu espírito natalino ele deixa em casa para quando chegar depois de tudo vender. A maioria das pessoas trabalha até o dia 24, mesmo assim conseguem no período da noite ir até ao centro da cidade ou aos shoppings comprar seus míseros presentes a quem deles não precisa.O comércio começa vendendo para esta festa no mês de novembro e vai dezembro todo, quando não avança por janeiro. Por outro lado, a festa natalina da maioria das pessoas começa dia 25 de manhã e termina dia 25 depois do almoço. Esquisito, para as pessoas que deveriam festar o natal, apenas um dia, às vezes meio, para o comércio dois meses de alegria.Afora tudo isso, mesmo um dia de festa nem sempre termina bem. Presentear quase sempre é um ato de rancor, rancor pela gratidão que não há, pelo abraço que não veio, pelo obrigado vazio e quase inaudível, pelo olhar desviado, pela vida que não se viveu, pela contas que não conseguimos mais esquecer, pelos natais sem presentes e bem mais felizes, tranqüilos e leves que haviam no passado.Mas antes de chegarmos ao “grande” dia, tem o trânsito, tem a estupidez e a ignorância das pessoas, os atendentes das lojas com seus salários de fome e carga horária extenuante, tem a briga por uma vaga no Shopping que quase sempre se conquista depois de agredir alguém ou ocupar a vaga de idoso e deficiente. Tem o atropelo de pessoas mais fortes e mais jovens que não se importam de passar na sua frente. Tem os buracos nas calçadas e nas ruas, o lixo que se amontoa em todo lugar, a falta de tempo em resolver tudo o que precisa e que na verdade não é possível tratar em apenas poucas horas. Têm o aumento dos pedintes, e entre eles, agora, os adolescentes que pedem dinheiro para “pagar minhas contas”. As caminhonetes gigantes símbolo do complexo de inferioridade de muitos. Os carros mal estacionados ocupando duas vagas e irritando todo mundo. Enfim, tudo que é muito chato se aperta e acontece ao mesmo tempo no natal.Se olharmos bem natal é uma droga; a droga que anima o comércio e o mantém viciado nas vendas. A maioria das pessoas se pudesse pularia para o dia 3 de janeiro para evitar o fim de ano. Aliás, outra coisa chata, virada de ano. Virada de ano e a cobrança para passar em algum lugar legal; legal é aonde todo mundo vai e que se diz que é legal. Legal é qualquer lugar que não seja aqui. Virada de ano é branco, e o comércio que não vendeu tudo vende agora o branco que sobrou. Virada de ano é estrada lotada, carro parado, marido bêbado, criança chorando, mulher indignada.Depois de uma semana de tormento, de volta a rotina, ao trabalho mal pago, e as lembranças que já esquecemos. Ahh, as dívidas com o governo, com as escolas...Esqueci de falar daquele cara que nasce no Natal. Ano que vem eu falo.Luciano Alvarenga, SociólogoTwitter @lucaalvarenga
Postado por Luciano Alvarenga às 18:29

Luciano Alvarenga
É Sociólogo e Mestre em Economia pela Unesp Visualizar meu perfil completo
2010, Mesmas ações, mesmos resultados!

Feliz ano novo! Todos se abraçam, alguns rindo outros chorando. Muitos dormindo de sono outros de bêbados, alguns fazendo as pazes, outros brigando, muitos nascendo para a vida, outros deixando de viver.
Os desejos de felicidades, muita paz, alegria, vitórias, sonhos a realizar, muita saúde estão na ponta da língua. Neste momento, criamos coragem e abraçamos a todos. Parece que um espírito de entusiasmo, de esperança se “apodera” de nós, afinal mais um ciclo se inicia.
Mas este momento passa, e nos deparamos então com todas aquelas situações, circunstancias do cotidiano que exigira de nós domínio próprio, perseverança, otimismo, fé, garra, determinação etc. e ai? Qual será a nossa reação?
O Ciclo de doze meses é novo mas para que o ano seja realmente novo devemos apresentar na pratica novas reações, gestos mais nobres, palavras coesas e ações mais efetivas. Caso contrario 2010 será mais do mesmo. Quero dar um exemplo que vi na tv esses dias.
Uma jovem entrou em um estabelecimento comercial com outras amigas se comportando de maneira indevida, perturbando o ambiente. Ao ser reprimida, sentiu-se mal tratada e levou a afronta consigo, em seu coração. Apresentou a queixa ao irmão que alguns dias após retornou ao local para tirar satisfações com o causador da rixa. Ambos saíram para fora do local e o funcionário do estabelecimento esfaqueou o rapaz que viera tirar satisfações e este faleceu ali mesmo.
Tudo isso teria sido evitado, se as pessoas aprendessem a perdoar afrontas, a se esquivar de confusões, a buscar a paz ao invés da razão. 2010 não será novo se trouxermos com ele os mesmos sentimentos mesquinhos e preconceituosos.
Só teremos um ano realmente novo se soubermos lidar com tais situações, se agirmos diferente diante de situações que temos sucumbido. Permita que o outro tenha razão e prefira um coração leve, sem desavenças. 2010 será realmente novo se colocarmos em pratica o que desejamos logo no seu inicio um ao outro. Não apenas deseje a paz, mas viva a paz e viva também tudo o que desejar a outrem.
Portanto, 2010 será realmente novo, se perdoarmos mais, se amarmos mais, se respeitarmos mais, se fizermos mais do que temos falado, se abraçarmos mais, se beijarmos mais, se sorrirmos mais, se ouvirmos mais, se falarmos mais, se cuidarmos mais de nossa saúde física, mental e espiritual, se considerarmos mais, se lermos mais, se aumentarmos a nossa fé...o que quer que façam a você faça aos outros.

Quanto ao relacionamento com Deus, também será o mesmo se continuarmos na mesma toada, lendo da mesma maneira e quantidade a tua palavra, ouvindo uma mensagem por um ouvido e saindo por outro. O profeta Oséias (6:3) deixou a receita, uma delas, a questão é se estaremos dispostos a colocar em pratica ou não o “conhecer e o prosseguir em conhecer ao Senhor”. Jr. 29:13 – “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração”.

Estamos a algumas horas de 2010. Será novo se decidirmos que o nosso pensar, o nosso agir e o nosso falar seja diferente deste ano que já se faz passado.

Leia Fl. 4:8
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro,tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama,se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai”.