segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O SENTIDO REAL DA HOMOFOBIA

Debate pré-moldado

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 29 de março de 2007



“Moldar o debate” é a técnica usada por grupos de interesse para impedir que as discussões públicas apreendam a substância dos problemas e canalizá-las numa direção forçada, postiça, previamente calculada para servir aos objetivos do grupo.

Nos anos 70, essa técnica tirou os EUA do Vietnã, deixando o caminho livre para que os comunistas assassinassem três milhões de civis ali e no vizinho Camboja. O truque foi desviar a discussão do problema central -- a ameaça vietcongue – e concentrá-la no estereótipo da “paz”. A paz acabou matando quatro vezes mais gente do que a guerra, mas quem liga para isso?

Pelos mesmos meios foi liberado o aborto, escamoteando a questão essencial – o que é e como se faz um aborto – e fixando o debate na “liberdade de escolha”. Com ajuda de estatísticas falsas (o número de mulheres mortas em abortos ilegais nos EUA foi artificialmente esticado de 250 para dez mil por ano), a militância abortista dessensibilizou a opinião pública para o fato de que se tratava de matar, por meios inconcebivelmente cruéis e dolorosos, milhões de crianças aptas a sobreviver fora do ventre de suas mães a partir do quinto mês de gestação.

Uma nova fraude em massa está em vias de se consumar, agora no Brasil, pelo uso do mesmo engodo. O movimento gay planeja tornar o homossexualismo, por lei, a única conduta humana superior a críticas. É a pretensão mais arrogante e ditatorial que algum grupo social já acalentou desde o tempo em que os imperadores romanos se autonomearam deuses. Aprovada a PL 5003/2001, os brasileiros poderão falar mal de tudo – dos políticos, dos vizinhos, do capitalismo, da religião, de Deus, do diabo. Mas, se disserem uma palavra contra aquilo de que os homossexuais gostam, irão para a cadeia.

Esse é o sentido da lei, essa é a substância da proposta. Mas é proibido discuti-la. É obrigatório ater-se à escolha estereotipada entre “homofobia” e “anti-homofobia”. Homofobia, a rigor, é um sintoma psiquiátrico raríssimo. Quantas pessoas você conhece que têm horror aos homossexuais ao ponto de querer surrá-los ou matá-los pelo simples fato de serem homossexuais? Fazer da “homofobia” o centro do debate é obrigar todo mundo a chamar por esse nome pelo menos três coisas que não têm nada a ver com homofobia: a repulsa espontânea que a idéia de relações com pessoas do mesmo sexo inspira a muitos heterossexuais, repulsa que não implica nenhuma hostilidade ao homossexual enquanto pessoa e aliás é análoga à que tantos homossexuais têm pelo intercurso hetero, sem que ninguém os chame de “heterofóbicos” por isso; as objeções religiosas ao homossexualismo, que vêm junto com a proibição expressa de odiar os homossexuais; e a oposição política às ambições do grupo gay , tal como exemplificada neste mesmo artigo. Reunir tudo isso sob o nome de “homofobia” já é criminalizar a priori qualquer resistência ao desejo de poder da militância homossexualista, já é impor a lei antes de aprovada, manietando o debate por meio da intimidação e da chantagem. É embuste consciente e premeditado. A mídia nacional quase inteira é culpada disso.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

APRENDER A MORRER
Ronei Costa Martins - vereador PT.

Na vida há assuntos intrínsecos à condição humana que evitamos, como se fosse possível distanciá-los pelo simples fato de não se pensá-lo. Comigo nunca foi assim. Fico intrigado com aquilo que as pessoas insistem em não querer discutir e vasculho uma resposta que possa aquietar o coração. Nem sempre consigo, aliás, na maioria das vezes não consigo! É assim com a morte.

Esta senhora inevitável personagem importante nas religiões baseadas na teologia do medo é a protagonista de inúmeras produções literárias, musicais, audiovisuais e ensaios filosóficos, tudo visando satisfazer a ânsia de melhor compreendê-la.

Como se sabe é sempre mais fácil tratar deste assunto quando não se está diante da perda de alguém querido, afinal a elaboração do luto em si exige que vivamos o momento sem divagações impertinentes, como as que faço aqui. Então, sem a pretensão de ter a resposta certa, traço estas linhas, antes que seja tarde.

Proponho a seguinte pergunta: Quem sou eu? Se a resposta for ancorada na aparência física, altura, cor dos olhos, cabelos e pele, peso, etc, certamente quando morrer deixarei de existir definitivamente. Agora, se a resposta basear-se nos valores e sentimentos que alicerçam a minha vida, tendo no corpo apenas o espaço físico no qual a essência se manifesta, e se ainda eu for capaz de transmitir esta mesma essência aos que me rodeiam, a morte passa a ser apenas o revelar da verdadeira essência onde a existência passa a acontecer sob outra forma, não mais a corpórea, mas desprendida, livre, quase sem forma, conforme os valores semeados enquanto corpo. É a essência finalmente mudando de morada, habitando n’outros corações.

Figura emblemática é o próprio Cristo. A despeito dos dois milênios que nos separam de sua existência física (material), ainda buscamos nos orientar a partir de seus valores. Eis aí a prova cabal de que Ele mostrou ser possível vencer a morte, numa linguagem cristã, ressuscitar.

É claro que não é tão fácil assim, afinal, a nossa cultura ocidental introjeta conceitos que nos prendem à certa materialidade, deixando-nos incapazes de perceber coisas cuja compreensão exige certo desprendimento. Estamos muito ligados àquilo que se pode capturar pelos sentidos e distantes da energia essencial exalada por todos e cada um. Talvez por isso seja tão difícil discutir a morte.

Enfim, eis a magia: Numa contradição intrigante a noção de morte promove a vida na medida em que se deseja realizar coisas que possam transpirar as nossas crenças para além morte, transcendendo o corpo frágil, ligando-nos ao passado e ao futuro, de modo que se possa repensar o que se foi e antecipar o que se deseja, ou seja, a civilização do amor. Somos, portanto, o elo entre o que temos e o que queremos para a humanidade.

Resta-me então desejar, por fim, que todos nós utilizemos ao máximo a nossa capacidade para deixar uma pequena contribuição, a qual certamente ficará. Contribuição esta que, se feita com amor e dedicação, trará frutos de vida e esperança para as gerações futuras. N’outras palavras é importante dar sentido à vida, para que sejamos felizes e façamos os outros felizes.

Ronei Costa Martins
Vereador-PT

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Papel da educação no caminho para a cidadãnia.


Ao partirmos do entendimento do conceito de conhecimento, que se da pelo entendimento da natureza das coisas, de suas qualidades e de suas relações que estabelecem por meio das faculdades intelectuais e que o resultado da assimilação deste termo de forma prática acarretará na libertação do individuo, das amarras que o impedem da compreensão do mundo que o cerca, podemos conjecturar que o conhecimento adquirido de forma concreta certamente levará este individuo e a sociedade que estiver inserido a uma maior autonomia, ciente de suas ações e de seus rumos a que se desejar seguir. Podemos pensar ainda que a socialização e ou a democratização deste conhecer libertador através e pelo processo de ensino podem de forma real alavancar uma sociedade, um pais. Partindo desse pressuposto, analisaremos em seguida alguns conceitos que permitirão ao leitor que é possível e é realidade o alavancar e o desenvolver de uma nação pela via do ensino institucionalizado, dentro de um processo pedagógico.

Contrapondo a idéia de fantasia, a professora Silvia Figueirôa, citada no texto “Do império a atualidade: marcas de continuidade na história das universidades (DIAS, 2004), verifica-se que é possível a transformação através de um processo pedagógico:

“não teríamos chegado ao desenvolvimento científico e tecnológico que temos hoje se não tivesse sido construída uma tradição em pesquisa desde, pelo menos, o século XVIII, afirma a professora” (DIAS, 2004).

Afinal, a tradição da pesquisa durante séculos que levou ao desenvolvimento científico e tecnológico não estaria dentro de um escopo pedagógico? Evidente que sim. podemos verificar também que a modernização só é possível e é fruto de uma ação transformadora. Onde não há ação transformadora não haverá processo de modernização.

Assim como houve uma evolução no desenvolvimento cientifico e tecnológico mediante a pesquisas e pesquisas, podemos, através de processos e processos pedagógicos, visando sempre e focando o individuo e suas relações com a sociedade, almejar uma educação de qualidade, uma educação que passou pelo processo de modernização e que já não da mais conta da maneira tradicional de educação ou simplesmente da transmissão de conhecimentos. No entanto, apenas avanço tecnológico não atende a necessidade de uma educação com qualidade.

“O primeiro passo, para a retomada da qualidade na universidade esta dado com os sentimentos de angústia e insatisfação, que decorrem da consciência da perda de qualidade.” (BUARQUE, 1995).

Somando o desejo de melhoria da qualidade a políticas de inclusão de todas as camadas sociais em contato com o saber, teremos uma grande possibilidade de êxito junto a educação. Cabe lembrar aqui que de acordo com o ultima pesquisa sobre IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, o Brasil ficou ao lado do Zimbábue no quesito tempo de estudos (quantidade de anos na escola) de um individuo. De acordo com Neves,

“generaliza-se a convicção de que o desenvolvimento requer cada vez mais, uma decisiva ampliação dos níveis de escolaridade da população” (NEVES, sl.; Sn).

Cabe ressaltar aqui que não bastará mais inclusões se a flexibilidade pedagógica não existir, não preparar o aluno para o presente e para o futuro. Assim, para que a idéia de educação forte de qualidade seja levada adiante, será fundamental o papel da universidade em formar e introjetar na sociedade profissionais compromissados com a transformação, maleáveis no tratamento de suas atividades, conteúdos e compromissos educacionais, sabendo com antecedência como ira avaliar os processos de aprendizagem, uma vez que como e o que se irá trabalhar somado a maneira de se avaliar são a meu ver os dois olhos de todo este processo. O avanço tecnológico, pedagógico e institucional ainda é insuficiente, voltamos na tecla da política publica, é sabido que mesmo diante da ação dotada de intervenções na sociedade por parte da educação sempre será insuficiente, pois a dinâmica das transformações sociais é uma constante. Dado isso, reforça-se a necessidade dessas políticas aliadas aos outros instrumentos transformadores.

Soma-se a isso a responsabilidade e dever das universidades estarem presentes em forma de projetos de inserção, nas comunidades bem como formandos, mas com uma participação que vá alem de um estágio supervisionado. Ainda não basta, para Luckesi

“a sociedade moderna, com a civilização urbana construída ao longo dos séculos de sua formação, passou a exigir a escolarização de todos os cidadãos, mais que isso, todo o cidadão, para usufruir medianamente dos bens construídos por esta sociedade, necessita de escolarização” (LUCKESI, 1999).

Todo esforço para a democratização do ensino poderá ser desqualificada no momento da avaliação da aprendizagem., Luckesi, afirma que:

“uma avaliação escolar conduzida de forma inadequada pode possibilitar a repetência e esta tem conseqüências na evasão. Por isso, uma avaliação escolar realizada, com desvios, pode estar contribuindo significativamente para um processo que inviabiliza a democratização do ensino. Testes mal elaborados, leitura inadequada e uso insatisfatório dos resultados, autoritarismo, etc são fatores que tornam a avaliação um instrumento antidemocrático no que se refere a permanência e terminalidade educativa dos alunos que tiveram acesso a escola”. (LUCKESI, 1999)

As assertivas de Luckesi nos fazem pensar na importância da avaliação no momento do planejamento do curso, da disciplina e das aulas. Se traçarmos e equacionarmos todo o percurso a ser trilhado, a avaliação certamente será levada adiante sem maiores obstáculos. Assim, parafraseando Luckesi, a avaliação seria positiva quando esta é aplicada para avaliar o caminho didático-pedagógico percorrido. Uma avaliação ganha caráter positivo quando ela atrai o aluno para que ele também desperte para uma analise critica de si mesmo, possibilitando-o a enxergar sua própria evolução e trajetória. Para tanto, caberá ao professor na relação com o aluno, subtrair da avaliação o caráter inibidor muitas vezes trazido pela avaliação. Diante desta angustia da avaliação, Léa Depresbiteris nos assinala que:

“o que se percebe é que quanto mais se eleva o aluno a atingir níveis mais complexos de raciocínio, maior grau de autonomia e participação ele consegue. Um aluno que sabe avaliar seu trabalho, certamente esta muito mais preparado, em termos de aprendizagem, do que um aluno que apenas desenvolve uma tarefa sem julgá-la”. (DEPRESBITERIS, 2006).

Alunos autônomos, com capacidade critica e reflexiva de si mesmo e do mundo que o cerca é e deve ser o foco das instituições de ensino. Um aluno que aprendeu a pensar, a agir de forma independente, certamente será um cidadão pleno de suas certezas e alvos. Uma nação justa passa necessariamente pela cidadania de um povo. A necessidade de se construir sua própria história passa também pela capacidade reflexiva de analisar erros e acertos. Ora, a única instituição que pode libertar o homem para análise de si mesmo e do mundo que o cerca é a escola, é a Universidade. Há comprovações de que países que de alguma forma atrasaram os investimentos em educação tiveram seus níveis de desenvolvimento humano, cientifico e tecnológico minimizados, ferindo a soberania do país, da nação.

Conforme a citação de Neves logo abaixo, é possível compreender que investimento em educação já faz parte da agenda de investimentos do mundo todo.

“O ensino superior no mundo inteiro passou, nos últimos anos, a fazer parte do rol de temas encarados como temas prioritários e estratégicos para o futuro das nações...

...as necessidades do desenvolvimento e com elas o novo perfil da demanda cobram flexibilidade e agilidade, apresentação de alternativas de formação ajustadas as expectativas de rápida inserção num sistema produtivo em constante mudança. O novo mercado de trabalho, que se engendra neste processo de transformações econômicas, mostra-se cada vez mais exigente no tocante ao domínio de conhecimentos, capacidade de aplicá-los criativamente na solução de problemas concretos, espírito de liderança e polivalência funcional, bem como a adaptabilidade a mudança tecnológica”. (NEVES, sl.;sn).

É relevante expressarmos aqui que o ensino fundamental e o ensino superior deverão de forma mais ativa ampliar o seu relacionamento com as comunidades onde se inserem visando e propondo alternativas de mudança.

O engessamento de ações desse tipo fazem com que a escola e a universidade se tornem instituições obsoletas, que não interferem em seus contextos levando a missão do ensino ao campo da utopia em detrimento da transformação da realidade. Agindo de forma ativa, as instituições de ensino poderão contribuir de duas formas: formando e introjetando na sociedade profissionais capacitados e compromissados com a mudança e ainda tendo a própria instituição presente e participante na comunidade em que se insere.

Referencias bibliográficas:

BUARQUE, Cristovam. Universidade para a crise. Advir, Rio de Janeiro, nº6, jul. 1995, p. 36-48

DEPRESBITERIS, Léa. Avaliação da aprendizagem do ponto de vista técnico-científico e filosófico-político. Série Idéias, n. 8. São Paulo: FDE, 1998. p. 161-172>. Acesso em: 03 mar. 2006.

DIAS, Susana. Do império à atualidade: marcas de continuidade na história das universidades. Disponível em: http://www.comciencia.br/reportagens/universidades/uni03.shtml. Acesso em: 4 ago. 2004.

LUCKESI, Cipriano. Avaliação do aluno: a favor ou contra a democratização do ensino? In: ______. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1999. p. 60-66.

NEVES, Abílio Afonso Baeta. O ensino superior. [S.l.: s.n].

Denis Matias, 12-11-10

sábado, 30 de outubro de 2010



Resolução de problemas

Embora não se possa afirmar que todas as teorias de resolução de problemas acreditem que todos os problemas sejam solúveis, elas tendem a partir dessa premissa e ainda de outra: a educação ganha em taxa de utilidade, se for percebida como uma ferramenta que ajuda as pessoas no dia‑a‑dia. Esse dia-a-dia é geralmente definido como estoque de problemas, sobretudo de mercado, e a educação, desde que dotada de certas qualidades, poderia auxiliar a enfrentá-los. Entre essas qualidades, podem aparecer: não ficar apenas na teoria, não se restringir a memorizar, saber relacionar um problema com o outro, planejar as ações, e assim por diante. Em certos países, com destaque absoluto para os Estados Unidos, essa teoria vincula-se facilmente à centralidade do mercado na vida das pessoas e da sociedade, por conta da doutrina liberal capitalista. É preciso saber enfrentar a vida, que não é fácil no contexto arduamente competitivo. No fundo, a educação é importante, porque ajuda a competir. Essa marca é hoje ainda mais saliente, porque a economia tornou‑se intensiva de conhecimento.

Assim, o que temos de aprender na vida não é propriamente a resolver os problemas, mas a administrá‑los com inteligência. Primeiro, deve‑se reconhecer que, dialeticamente falando, toda realidade é problemática, não porque contenha defeito, mas porque é dinâmica, precisamente dialética. Segundo, nem todos os problemas teriam solução, porque sequer saberíamos apontar todos e menos ainda dar conta de todos. Terceiro, cada solução nova também inventa novos problemas. Quarto, a realidade sem problemas não seria real. Quando nos colocamos, por exemplo, o desafio da educação flexível e que sabe aprender sempre, temos em mente jamais uma realidade devassável, plana, linear, mas outra complexa, dinamicamente problemática, maior que nossa cabeça, nossas teorias e práticas. Não há nenhuma inteligência na idéia de acabar com os problemas, porque seria o modo de torná-los ainda mais problemáticos. Isso representaria uma visão positivista, tipicamente reducionista de conhecimento que pretende dar conta de tudo, porque reduziu o todo a seu próprio tamanho. Os problemas só são totalmente solúveis, quando reduzidos àqueles que sabemos solucionar linearmente, dentro da ditadura do método. É exatamente assim que procede a ciência moderna: reduz a realidade àquilo que seus métodos podem captar e declara o restante como irrelevante, secundário, quando não‑inexistente.

Em vez da visão positivista linear, seria mais educativo cultivar outra de caráter dialético e histórico-estrutural. Os problemas não manifestam apenas a dureza da vida, as desigualdades sociais, o sofrimento, mas, na outra face da mesma moeda, assinalam a dinâmica da realidade, sempre em polvorosa. Sinalizam o sinal dos tempos em que tudo deixa sua marca. Indicam o contexto espacial, onde tudo está de alguma forma embutido. Há estruturas, por certo, porque as coisas não acontecem de qualquer maneira e a história não pode ser simplesmente inventada. O ser humano faz sua história, mas dentro de condições dadas, como diz o materialismo histórico. Contudo, há história, que não é apenas um rito de passagem, mas uma referência explicativa, tanto quanto a estrutura. Há, assim, problemas que não passam, porque mais propriamente passamos por eles.

Nesse sentido, nada é mais simples na vida do que encontrar problemas. São muito mais abundantes do que as soluções. Vale dizer certamente que é necessário ir atrás das soluções, não só empilhar problemas. Em termos educacionais, será o caso encontrar um caminho intermediário, que saiba problematizar para também desproblematizar. Saber pensar, todavia, começa sempre pela capacidade de problematizar, porque é a forma inteligente de desproblematizar. Caso contrário, simplificamos, banalizamos, distorcemos em excesso. Basta que saibamos colocar o intento de problematização no seu devido lugar: é uma habilidade propedêutica, não o sentido da coisa. Problematizamos para melhor desproblematizar e, assim fazendo, não caímos na armadilha de querer acabar com os problemas. Com isso, chegamos também ao nível fundamental do saber pensar, que é a importância dos erros. Aprende‑se muito a partir dos desacertos, sobretudo porque nos damos conta de nossa falibilidade. É preciso analisar melhor, olhar mais longe, aprender mais. Só não erra a máquina totalmente linear, reversível, que faz para frente o mesmo que faz para trás, que nada inventa. O aperfeiçoamento constante da aprendizagem permanente é diretamente proporcional aos erros cometidos e às suas retomadas. Nesse sentido, a idéia apressada de resolver os problemas coincidiria com a pretensão de acabar com os erros, cometendo o pior deles.

O espírito crítico é o modo que temos de olhar fundo, de ser impiedoso na análise, de ver sobretudo o que não se quer ver, mas é método. Dele não provém a felicidade. O saber pensar não pode escorregar para o lado mórbido da crítica, que já se compraz em destruir. Educativamente falando, a desconstrução só se completa e ganha significado na reconstrução. Contudo, engana‑se menos quem mantém o espírito crítico. Aprende continuamente quem sabe equilibrar a busca de soluções com o reconhecimento tranqüilo da complexidade das coisas e da vida. Boa parte da aprendizagem inteligente é a busca desse meio-termo escorregadio, reconhecendo-se que solucionar problemas é, principalmente, saber administrá-los bem.

Fonte
RESOLUÇÃO de problemas. [S.l.: s.n.].

Denis - 30.10.2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


A EDUCAÇÃO E SEUS MEANDROS

O campo da educação, como o demais campos do saber, laboratórios e outros meandros do conhecimento e da ciência requerem ousadia para irmos alem do que já esta posto, sendo aplicado. Espera-se do profissional desta área a habilidade na manipulação do conhecimento, dos postulados visando sempre o desenvolvimento de seus alunos,dando-lhes consciência de caminhar com as próprias pernas, transformando-os em sujeitos de capazes transformar a realidade social em que estão inseridos.

Para esta jornada encontraremos pedras no caminho. As dificuldades surgirão sempre que tivermos que intervir no que já esta posto. Uma mudança no caminho gera desconfiança na rota a seguir e medo de onde se pode chegar ou não. O professor certamente encontrará dificuldades ao romper por exemplo com os métodos formais, pois necessitara de aprovação e colaboração de sua escola ou instituição. “os métodos formais envolvem em geral um nível relativamente alto de aulas expositivas e de trabalhos iniciados pelo professor, ao passo que os métodos informais dão mais espaço para a iniciativa das crianças e apresentam oportunidades maiores para o exercício da criatividade e responsabilidade” (FONTANA). O professor que tem como alvo fazer do aluno um individuo critico e autônomo, deverá atentar sempre, ou devo dizer trazer na manga uma alternativa aos métodos formais para que se viabilize a aplicação do método informal. “Isso implicaria, por exemplo, fornecer as crianças os equipamentos e materiais necessários e apresentar-lhes certos problemas, cuja solução os levaria para o tipo de aprendizado detalhadamente especificado de antemão”. (FONTANA). Talvez a maior dificuldade do professor esteja contida exatamente naquilo que se espera dele como virtude, que é a flexibilidade no tratamento com os métodos.

Essa flexibilidade ira fomentar, permitir que o aluno se torne um ser curioso, um investigador de novos conhecimentos e conceitos, e isso o levará a galgar novos degraus, conseqüentemente a academia etc. O componente da curiosidade é o combustível que o fará se mover no universo dos saberes. Espera-se que o professor contribua para a inquietude, para, repito, a instigação da curiosidade, e esta deve ser continua, mas espera-se também que o aluno se apresente como um ser curioso, que se apresente disposto para tanto. Em outras palavras, “saber perguntar é preciso, copiar não é preciso”.

Ao pensarmos no desenvolvimento e estimulo da inteligência do aluno é importante que o professor atue como orientador, um facilitador dos discentes se adaptando ao grau de desenvolvimento deles. Para tanto, será importante após o professor “sentir a classe” a tomada de ações como a “variação dos estímulos”, “mudança de canais de comunicação”, “mostrar entusiasmo”, “uso de marcadores de importância” , “o uso de exemplos”, “solicitar a colaboração da classe”, e “uso adequado da aula expositiva” entre outras medidas. Essas ações possibilitarão um maior entrosamento entre docentes e discentes.

Somando-se a isso, o professor deverá trazer consigo a idéia de que este aluno é um ser social, composto de valores adquiridos em família e que necessitara de uma interação com os seus pares. Para tal tarefa, será necessária a utilização da linguagem para que o aluno desenvolva a expressão do seu pensamento para que ele se contextualize e entenda os personagens a sua volta e a sua própria realidade. A linguagem verbal é a linguagem que funcionara como uma locomotiva, que trará consigo as demais linguagens que permearão e possibilitarão a comunicação e a interação. O professor devera ainda estar atento ao bom senso na mediação desta interação entre aluno-professor e aluno-aluno. Já se sabe que criticas inescrupulosas individualizadas direta a um aluno poderá a curto e longo prazo causar danos a sua auto-estima o implicara em prejuízos a sua autonomia. Não podemos esquecer-nos da interação teórica. Ou seja, o aluno devera sincronizar-se e sintonizar-se com a fala do professor caso contrario não haverá interação. Não havendo interação não haverá também construção e reconstrução do conhecimento. Como mencioni no inicio, é necessário instigar no aluno a curiosidade, já que o monopólio da fala aliada ao desentendimento do aluno desencadeara a sonolência ao invés da atitude curiosa. É necessário encontrar um equilíbrio entre a nossa fala e o atual momento do aluno sistematizando o que ele já sabe com nossos objetivos. Podemos equacionar a interação partindo do que o aluno já sabe somada a preponderância de nossa fala e ainda ações interventivas que consistem em identificar, diagnosticar e administrar conflitos e tensões em sala. Dessa forma, acredito ter desenvolvido o alicerce para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e afetivas.

Partindo do simples para o complexo, (cfme Bloom), nos depararemos com o conhecimento, que se da pela compreensão da natureza das coisas, capacidade de armazenar e reconhecer informações. Munido de conhecimento será possível e assim se espera que o aluno possa desenvolver as habilidades da escrita, da nomeação, da definição ampliando assim seu grau cognitivo. A compreensão, seqüência natural após a abstração do conhecimento de acordo com Bloom, permitira que o aluno interprete através de explicações e resumos. A partir da compreensão o aluno ira compreender e interpretar com base no conhecimento prévio. Creio que isso lhe Dara coragem para se aplicar em resoluções de problemas. Com a experiência dessas resoluções, fruto de sua aplicação e iniciativa, ele desenvolvera o senso de analise o que o possibilitar a distinguir, classificar e comparar pressupostos, hipóteses, evidencias para uma determinada questão ou atividade. Sempre em direção a complexidade na tratativa do cnhecimento, após a analise, insere-se na capacidade de síntese, onde será capaz de se relacionar e integrar a idéias que o levara a novos níveis de abstração e apreensão do conhecimento. Ao alcançar o nível da avaliação, o mais complexo, o individuo será capaz de julgamentos, criticas e justificativas. Podemos então discernir a partir de Bloom, que a conexão desses níveis partindo do simples (conhecimento) para o complexo (avaliação) teremos o processo da cognição.

Partindo desse principio do simples para o complexo dentro de uma hierarquia, Bloom ira definir as habilidades afetivas onde a receptividade é o nível mais simples e o complexo de valores mais intrincado. Partindo da receptividade, o nível mais simples, verificamos a existência do desejo de que é possível se desenvolver em um determinado campo, buscando mais conhecimentos delimitando o foco, buscando uma resposta para o desenvolvimento do que se deseja saber ou chegar. Dessa forma o aluno ira mergulhar no universo deste saber pré definido, sempre estimulado ao contato do saber pré existente e dando também sua contribuição. Ou seja, ele esta disposto a ir ao encontro com o novo. Nesse trajeto ira se deparar com limitações próprias do exercício da produção cientifica. Isso fará com que ele entenda os valores, desenvolvendo assim uma aceitações, preferências e compromissos. Assim, haverá um desenvolvimento para a “aceitação de uma situação”, “comprometimento de uma situação” e “lealdade para uma posição, grupo ou causa”. Isso facilitara a organização dos valores, pois será possível “novas internalizações” coroborando ou não com outras já existentes, o que ocasionara uma organização hierárquica de valores. Devidamente então organizados e valorizados, chega-se então ao complexo de valores, onde será possível ao individuo se posicionar, tomando posições fixas pois já é capaz de sistematizar os valores que traz consigo,porem, agora, com uma postura coerente e ética o que nao devera impedir a uma avaliação critica dos fatos.

O percurso para a autonomia do discente é longo e cheio de complexidades, muitas vezes doloroso e injusto. Mas é na trajetória que se da o desenvolvimento. A cada na escola, a complexidade das habilidades cognitivas e afetivas se direcionam para o desenvolvimento de um individuo com capacidades avaliativas e de agregação de valores, um individuo contextualizado, hábil para uma vida cidadã plena.

Um erro em uma cirurgia poderá custar a vida do paciente, da mesma forma, um erro na formação deste individuo, implicara na morte da identidade de um pais e seus cidadãos. Cabe aqui uma analogia com o cristianismo, onde o mestre ensinou doze discípulos, e estes foram responsáveis pela vivencia e transmissão dos valores e conceitos apreendidos e que percorreu séculos, sofreu transformações e chegou até o século XXI.

Sinto ser de nossa responsabilidade como mestres, difundir e manipular de forma critica os postulados existentes e contribuir para a continuidade destes. Não me refiro aqui aos dogmas, mas sim ao comprometimento, disponibilidade e desejo de se abraçar a causa. Me refiro a causa da educação com qualidade e criticidade. A causa deve ser levada por pessoas que amem a causa ao invés de amarem simplesmente o canudo, se amarmos a causa, fatalmente amaremos também as pessoas. Ao amarmos a causa e as pessoas, certamente faremos um trabalho eficiente, contribuindo para o nascimento de um ser conhecedor de si, do seu redor, da sua realidade e de seus direitos e deveres.

Referencias bibliográficas:

FONTANA, David. Personalidade, características e estresse do professor [S.l.: s.n.]

CLASSIFICAÇÃO de Bloom. Disponível em:

HTTP://rppalma.googlepages.com/webquest6>. Acesso em: 03 mar 2006

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Ditadura eleitoral" ou Mídia golpista?
por: Luciano Alvarenga - Sociólogo.


Democracia nunca foi o forte na América Latina, alias ditadura sempre foi a palavra de comando no continente. Mas já faz algum tempo que eleições e rodizio de poder vêm ocorrendo. A volta da democracia coincidiu com a ascensão do neoliberalismo e a idéia, agora esgotada, de que o mercado tudo resolve e que o Estado quanto menor e menos importante, melhor. Políticos pós ditaduras assumiram o poder e se transformaram em reprodutores aqui daquelas idéias neoliberais. A democracia neste contexto era conveniente por que endossava a cartilha de mercado a venda.

Entretanto, algumas décadas de neoliberalismo só fez aumentar a pobreza, a violência urbana, o trafico de drogas e o favelamento das cidades. Tais conseqüências sociais e econômicas, que se diga também nos paises centrais se fizeram sentir, ainda que de forma menos drásticas, acabaram por levar ao poder na América Latina muitos políticos do centro esquerda do espectro político. Hugo Chaves, Rafael Correa, Evo Morales, Lula, Fernando Lugo, Tabare Vazquez estão entre eles.

Depois dos desmandos políticos ditatoriais e a implantação acritica de modelos econômicos importados, a consolidação da democracia no continente tem acontecido mediante a universalização de políticas sociais, o acesso generalizado dos mais pobres a programas de renda mínima, e por conseqüência a eleição e reeleição de políticos com trajetória nas lutas sociais e políticas na América Latina.

A chegada da esquerda ao poder, a implantação de fortes políticas sociais somadas a regularidade eleitoral esvaziou o discurso dos políticos de direita, esvaziamento agravado com a crise financeira e ideológica acontecida nos Estados unidos em 2008. A consolidação eleitoral da esquerda e os ganhos sociais obtidos pela população vêm gerando na mídia tradicional e nos meios políticos conservadores forte reação. É parte desta reação a tentativa de vender a idéia de que reeleição - implantada em muitos paises, inclusive Brasil, pela própria direita ou partidos de centro - é na verdade expressão de uma espécie de caudilhismo ou ditadura que a mídia vem divulgando como "ditadura eleitoral". Quando Uribe presidente da Colômbia busca reeleição é vontade popular, quando Chaves da Venezuela o faz é ditadura eleitoral.

Quando a democracia era conveniente a implantação de políticas econômicas neoliberais que expropriava direitos e aumentava o fosso entre pobres e ricos, ela era propagandeada como a única alternativa para o desenvolvimento via mercado. Agora que o mercado salvador faz água e é questionado em todo lugar e por todo mundo minimamente sério, a mídia tradicional questiona os processos eleitorais e a legitimidade da população em dizer se pretende como quer e como agir diante de um vácuo ideológico que possibilita a emergência do Estado como elemento básico e necessário ao desenvolvimento social e econômico dos povos latino americanos.

Diga-se que ninguém esta propalando a morte do mercado, muito pelo contrario, por todo canto se entoa as vantagens e os ganhos de uma sociedade de livre mercado. O que esta em questão é o papel e a presença do Estado na construção de uma sociedade mais equilibrada e equânime. Mas o problema da mídia também não é exatamente o Estado e suas funções na sociedade, mas o fato de que seus representantes políticos e os homens que a representam junto aquele Estado foram apeados do poder. Estão sem discurso não possuem projeto alternativo a falência do neoliberalismo, e, portanto, estarão por algum tempo mais, sabe-se lá quanto tempo mais, fora do poder e impedidos de condicionar as forças e as riquezas nacionais de acordo com seus particulares interesses de classe. A mídia questiona a democracia dando-lhe nome de "ditadura eleitoral", por que impossibilitada de apresentar nomes e formular propostas que sejam hegemônicas.

A formação do G20 como fórum decisório da economia mundial, deslocando a importância do G7, retira do centro da cena os Estados Unidos e redefine a posição de países como o Brasil que, a partir de agora terão muito mais margem de manobra para pensarem autonomamente a forma para seu desenvolvimento. Autonomia, soberania e prerrogativa sobre seus próprios desígnios é coisa nova na região, ainda mais quando quem está no poder na maioria dos principais paises Latinos são governos de esquerda. Governos de esquerda e autonomia decisória é tudo que políticos conservadores e a mídia tradicional latino americana não suportam; e este é o pano de fundo de quase tudo o que está acontecendo no continente. A questão daqui para frente é avanço democrático ou retrocesso golpista.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CRESCER É PRECISO...

No evangelho de Lucas cap. 2 v. 52 diz: "E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens".
Fica claro, ao menos a minha interpretação e creio que a do leitor também que Jesus crescia em tres frentes em sua vida.
A primeira em sabedoria, pois se nao tivesse crescido em sabedoria seria fatalmente "engolido" pelos fariseus, saduceus e outros ceus daquele período. Cresceu, acredito, para experimentar qual seria a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, seu pai. cresceu em sabedoria para provar as coisas excelentes.Se Jesus não tivesse crescido, as pessoas não confiariam nele, nao o seguiriam, pois ninguem segue quem nada sabe ou acrescenta. Se Jesus não tivesse crescido fatalmente seu ministério teria sido um fracasso, pois nao cumpriria então o seu propósito.
Da mesma forma, devemos tambem crescer em sabedoria, assim como Jesus cresceu, aprendendo, esmerando-se em aprender tanto as questões da biblia como as questões da vida tambem, ja que ambas andam de mãos dadas. Mas por que muitas pessoas não crescem? Por que muitos que possuem muitos anos de igreja, frequentam os cultos, carregam a palavra para cima e para baixo nao crescem, nao produzem frutos? Por que muitos ainda nao conseguem sequer abrir a biblia sem recorrer ao indice com anos de "casa" de Deus? Talvez a resposta esteja em Os 6:3 ou Os. cap. 5? quer saber oi que la esta escrito, verifique agora mesmo!!!
o fracasso bate na porta daqueles que não desejam crescer, que nao tem "gana", desejo forte, para ampliar seus conhecimentos bíblicos, espirituais entre outros. Crescer nao apenas para acumular saberes, mas fundamentalmente para viver na pratica a plenitude da palavra e nao somente na teoria. Estamos fartos de teoria e conceitos. Faz se urgente sairmos da tenda, ou da caverna que seja. Estao fadados a mesmice do saber, pela preguiça, pelo medo de se aventurar no novo, por falta de coragem entre tantas outras barreiras muitos permiten-se ao "esta bom aqui".
Quem nao deseja o crescimento em ambas as áreas da vida, corre o serio risco de se enquadrar em pelo menos um dos tópicos abaixo:

*o risco de ser um adulto com a mentalidade de criança, ou seja, um bobão. Veja 1Co 13:11
*o risco de perder oportunidades impares, mas por estar preso a mesmice, inserido no senso comum, mais um na massa, perdera fatalmente oportunidades.
*podera ter uma vida atrofiada, estacionada, parada, como uma parte do corpo que por alguma anomalia nao se desenvolveu, ficou parado no tempo. Leia Hb 5:12
*corre o serio risco, se ja nao estiver, com uma vida seca, conforme Mt 21:19. Uma arvore seca, sem frutos.

Para crescermos, o nosso foco deve estar em Jesus, Ele disse: "eu vim para que tenham vida, e vida em abundancia".

Crescer é preciso, viver nao é preciso...

Denis 15-08-10 - 22:50