domingo, 7 de agosto de 2011

Novos Cristãos: Envolvimento com a igreja,trabalhos e leitura da Bíblia não é como antes – diz pesquisa


agosto 6, 2011 Por (nome do autor)  · Deixe um Comentário
Arquivado em: Informações Gerais 
Há uma diminuição de compromisso entre os cristãos nascidos de novo na fé ao longo dos últimos 20 anos, de acordo com um “State of the Church” estudo pelo Grupo de Pesquisa Barna divulgado esta semana. A pesquisa revela que há uma queda na freqüência à igreja, leitura da Bíblia, e não priorizam a fé.O fundador do grupo de pesquisa George Barna advertiu que os cristãos americanos a se tornarem mais complacentes  (procurem agradar mais a Deus).
O Grupo Barna em sua pequisa feita com os cristãos identificados como nascidos de novo mostra que:
A participação em serviços religiosos fim de semana diminuiu entre este grupo de sete por cento desde 1991, caindo de 66 por cento a 59 por cento.
A proporção de nascidos de novo adultos que lêem a Bíblia durante a semana, não incluindo, quando eles estão em um evento da igreja, diminuiu nove por cento desde 1991. A média semanal é agora menos 62 por cento.
Trabalhos voluntários na igreja durante a semana para aqueles identificados como cristãos nascidos de novo caiu de 41 por cento em 1991 para 29 por cento hoje.
O estudo também constatou que aqueles que se identificam como cristãos são 10 pontos percentuais mais provável que seja sem igreja do que em 1991. 31 por cento que se encaixam nesse perfil não participou de nenhum trabalho da igreja durante os últimos seis meses, excluindo os serviços especiais, como casamentos ou funerais, de acordo com o estudo.
Grupo Barna esclarece o “nascido de novo” como categoria composta por pessoas cujas crenças os identifica como nascidos de novo e não baseados em pessoas que se autodenominam “nascido de novo.” Este grupo está agora em 41 por cento de todos os americanos, um aumento de seis por cento desde 1991.
O Grupo Barna diz que mesmo com o aumento de cristãos nascidos de novo nos últimos 20 anos, não significa que eles compartilhe a sua fé.
“Como o número de nascidos de novo adultos tem aumentado, o envolvimento na vida cristã parece ter diminuído – a causa é um problema comum  que faz  diminuir o envolvimento, é  quando um produto, serviço, movimento, ou perspectiva de ganhos números maciços não aumentam”, afirmou Barna.
Barna pesquisa diz que uma das áreas que caiu substancialmente nos últimos 20 anos, como frequentadores da igreja é o grupo que estão lendo a Bíblia, e tendo uma “reflexão mais crítica”.
“Na última década, mesmo a proporção de nascidos de novo adultos que dizem que sua fé é de vital importância para eles tem diminuído substancialmente”, observou.
Barna concluiu sua análise do estudo no segmento cristão nascido de novo , dizendo que tal condição espiritual reflete a “busca da graça barata”, descrita pelo teólogo e mártir Dietrich Bonhoeffer. Barna disse que a condição “se encaixa muito confortavelmente América hoje.”
O líder e fundador do Ministério Base Forte –  Scott Couchenour, localizado em Ohio , disse que não ficou surpreso com os resultados do estudo ou análise de Barna.
“Alguém uma vez comentou dizendo que os americanos são realmente os mais pobres na terra quando se trata de riqueza espiritual”, disse Couchenour aoThe Christian Post. “Eu acho que George é certo. Na América, nós temos apenas um pensamento de nos manter em um nível superior de conforto, e não queremos jamais admitir renunciar esta condição. “
Clique aqui e leia a matéria na integra no Christian Post.
Fonte: Christian post - Tradução Google – post inforgospel.com.br

quinta-feira, 14 de julho de 2011

TRAGÉDIA DUPLA

No inicio deste ano ocorria na região serrana do Rio de Janeiro o maior desastre de ordem natural do Brasil até então. A chuva provocou deslizamento de terra ocasionando desmoronamento de encostas que culminou na destruição de ruas, casas, bairros inteiros e tambem vitimou familias inteiras. 
Visando amenizar a dor dos moradores sobreviventes o governo federal enviou, liberou alguns milhões aquela região do Rio. 
Começa ai a segunda tragédia.
O dinheiro foi mas até agora pouco foi feito. A policia "confiscou" documentos e computadores da prefeitura de Nova Friburgo, uma das cidades atingidas e destruídas para rastrear a trajetória do dinheiro. 
Assim, temos duas tragédias, a primeira de característica natural, geográfica, a segunda de característica humana, sorrateira, corrupta. 
Fica aqui o meu lamento pelas duas. Cidadãos cariocas, reajam!!!


Denis

terça-feira, 12 de julho de 2011

O TEXTO PRECONCEITUOSO DE GILBERTO DIMENSTEIN CONTRA OS EVANGÉLICOS


25/06/2011
 às 5:17

O TEXTO PRECONCEITUOSO DE GILBERTO DIMENSTEIN CONTRA OS EVANGÉLICOS

Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — , resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay. Segue seu texto em vermelho. Comento em azul.
São Paulo é mais gay ou evangélica?
Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.
Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.
Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.
Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que  suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.
Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.Milhões de evangélicos se reuniram ontem nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato.  A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!
Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?
Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.
Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.
Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.
Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Papel da educação no caminho para a cidadãnia.

O campo da educação, como os demais campos do saber, laboratórios e outros meandros do conhecimento e da ciência requerem ousadia para irmos alem do que já esta posto, sendo aplicado. Espera-se do profissional desta área a habilidade na manipulação do conhecimento, dos postulados, visando sempre o desenvolvimento de seus alunos, dando-lhes consciência de caminhar com as próprias pernas, transformando-os em sujeitos capazes de transformar a realidade social em que estão inseridos.
Para esta jornada encontraremos pedras no caminho. As dificuldades surgirão sempre que tivermos que intervir no que já esta posto. Uma mudança no caminho gera desconfiança na rota a seguir e medo de onde se pode chegar ou não. O professor certamente encontrará dificuldades ao romper por exemplo com os métodos formais, pois necessitara de aprovação e colaboração de sua escola ou instituição. “os métodos formais envolvem em geral um nível relativamente  alto de aulas expositivas e de trabalhos iniciados pelo professor, ao passo que os métodos informais dão mais espaço para a iniciativa das crianças e apresentam oportunidades maiores para o exercício da criatividade e responsabilidade” (FONTANA).            O professor que tem como alvo fazer do aluno um individuo critico e autônomo, deverá atentar sempre, ou devo dizer trazer na manga uma alternativa aos métodos formais para que se viabilize a aplicação do método informal. “Isso implicaria, por exemplo, fornecer as crianças os equipamentos  e materiais necessários e apresentar-lhes certos problemas, cuja solução os levaria para o tipo de aprendizado detalhadamente especificado de antemão”. (FONTANA). Talvez a maior dificuldade do professor esteja contida exatamente naquilo que se espera dele como virtude, que é a flexibilidade no tratamento com os métodos.
Essa flexibilidade ira fomentar, permitir que o aluno se torne um ser curioso, um investigador de novos conhecimentos e conceitos, e isso o levará a galgar novos degraus, conseqüentemente a academia etc. O componente da curiosidade é o combustível que o fará se mover no universo dos saberes. Espera-se que o professor contribua para a inquietude, para, repito, a instigação da curiosidade, e esta deve ser continua, mas espera-se também que o aluno se apresente como um ser curioso, que se apresente disposto para tanto. Em outras palavras, “saber perguntar é preciso, copiar não é preciso”.
Ao pensarmos no desenvolvimento e estimulo da inteligência do aluno é importante que o professor atue como orientador, um facilitador dos discentes se adaptando ao grau de desenvolvimento deles. Para tanto, será importante após o professor “sentir a classe” a tomada de ações como a “variação dos estímulos”, “mudança de canais de comunicação”, “mostrar entusiasmo”,   “uso de marcadores de importância” , “o uso de exemplos”, “solicitar a colaboração da classe”, e “uso adequado da aula expositiva” entre outras medidas. Essas ações possibilitarão um maior entrosamento entre docentes e discentes.

Somando-se a isso, o professor deverá trazer consigo a idéia de que este aluno é um ser social, composto de valores adquiridos em família e que necessitara de uma interação com os seus pares. Para tal tarefa, será necessária a utilização da linguagem para que o aluno desenvolva a expressão do seu pensamento para que ele se contextualize e entenda os personagens a sua volta e a sua própria realidade. A linguagem verbal é a linguagem que funcionara como uma locomotiva, que trará consigo as demais linguagens que permearão e possibilitarão a comunicação e a interação. O professor devera ainda estar atento ao bom senso na mediação desta interação entre aluno-professor e aluno-aluno. Já se sabe que criticas inescrupulosas individualizadas direta a um aluno poderá a curto e longo prazo causar danos a sua auto-estima o implicara em prejuízos a sua autonomia.                                                                                  Não podemos esquecer-nos da interação teórica. Ou seja, o aluno devera sincronizar-se e sintonizar-se com a fala do professor caso contrario não haverá interação. Não havendo interação não haverá também construção e reconstrução do conhecimento. Como mencioni no inicio, é necessário instigar no aluno a curiosidade, já que o monopólio da fala aliada ao desentendimento do aluno desencadeara a sonolência ao invés da atitude curiosa. É necessário encontrar um equilíbrio entre a nossa fala e o atual momento do aluno sistematizando o que ele já sabe com nossos objetivos. Podemos equacionar a interação partindo do que o aluno já sabe somada a preponderância de nossa fala e ainda ações interventivas que consistem em identificar, diagnosticar e administrar conflitos e tensões em sala. Dessa forma, acredito ter desenvolvido o alicerce para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e afetivas.

Partindo do simples para o complexo, (cfme Bloom), nos depararemos com o conhecimento, que se da pela compreensão da natureza das coisas, capacidade de armazenar e reconhecer informações. Munido de conhecimento será possível e assim se espera que o aluno possa desenvolver as habilidades da escrita, da nomeação, da definição ampliando assim seu grau cognitivo. A compreensão, seqüência natural após a abstração do conhecimento de acordo com Bloom, permitira que o aluno interprete através de explicações e resumos. A partir da compreensão o aluno ira compreender e interpretar com base no conhecimento prévio. Creio que isso lhe Dara coragem para se aplicar em resoluções de problemas. Com a experiência dessas resoluções, fruto de sua aplicação e iniciativa, ele desenvolvera o senso de analise o que o possibilitar a distinguir, classificar e comparar pressupostos, hipóteses, evidencias para uma determinada questão ou atividade. Sempre em direção a complexidade na tratativa do cnhecimento, após a analise, insere-se na capacidade de síntese, onde será capaz de se relacionar e integrar a idéias que o levara a novos níveis de abstração e apreensão do conhecimento. Ao alcançar o nível da avaliação, o mais complexo, o individuo será capaz de julgamentos, criticas e justificativas. Podemos então discernir a partir de Bloom, que a conexão desses níveis partindo do simples (conhecimento) para o complexo (avaliação) teremos o processo da cognição.

Partindo desse principio do simples para o complexo dentro de uma hierarquia, Bloom ira definir as habilidades afetivas onde a receptividade é o nível mais simples e o complexo de valores mais intrincado. Partindo da receptividade, o nível mais simples, verificamos a existência do desejo de que é possível se desenvolver em um determinado campo, buscando mais conhecimentos delimitando o foco, buscando uma resposta para o desenvolvimento do que se deseja saber ou chegar. Dessa forma o aluno ira mergulhar no universo deste saber pré definido, sempre estimulado ao contato do saber pré existente e dando também sua contribuição. Ou seja, ele esta disposto a ir ao encontro com o novo. Nesse trajeto ira se deparar com limitações próprias do exercício da produção cientifica. Isso fará com que ele entenda os valores, desenvolvendo assim uma aceitações, preferências e compromissos. Assim, haverá um desenvolvimento para a “aceitação de uma situação”, “comprometimento de uma situação” e “lealdade para uma posição, grupo ou causa”. Isso facilitara a organização dos valores, pois será possível “novas internalizações” coroborando ou não com outras já existentes, o que ocasionara uma organização hierárquica de valores. Devidamente então organizados e valorizados, chega-se então ao complexo de valores, onde será possível ao individuo se posicionar, tomando posições fixas pois já é capaz de sistematizar os valores que traz consigo,porem, agora, com uma postura coerente e ética o que nao devera impedir a uma avaliação critica dos fatos.

O percurso para a autonomia do discente é longo e cheio de complexidades, muitas vezes doloroso e injusto. Mas é na trajetória que se da o desenvolvimento. A cada na escola, a complexidade das habilidades cognitivas e afetivas se direcionam para o desenvolvimento de um individuo com capacidades avaliativas e de agregação de valores, um individuo contextualizado, hábil para uma vida cidadã plena.
Um erro em uma cirurgia poderá custar a vida do paciente, da mesma forma, um erro na formação deste individuo, implicara na morte da identidade de um país e seus cidadãos. Cabe aqui uma analogia com o cristianismo, onde o mestre ensinou doze discípulos, e estes foram responsáveis pela vivencia e transmissão dos valores e conceitos apreendidos e que percorreu séculos, sofreu transformações e chegou até o século XXI.
Sinto ser de nossa responsabilidade como mestres, difundir  e manipular de forma critica os postulados existentes e contribuir para a continuidade destes. Não me refiro aqui aos dogmas, mas sim ao comprometimento, disponibilidade e desejo de se abraçar a causa. Me refiro a causa da educação com qualidade e criticidade.  A causa deve ser levada por pessoas que amem a causa ao invés de amarem simplesmente o canudo, se amarmos a causa, fatalmente amaremos também as pessoas. Ao amarmos a causa e as pessoas, certamente faremos um trabalho eficiente, contribuindo para o nascimento de um ser conhecedor de si, do seu redor, da sua realidade e de seus direitos e deveres.
Abraços a todos!!
Denis

sábado, 18 de junho de 2011

CORDA BAMBA

Corda Bamba - Artigo J. O Globo 18/06/2011

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Em vários locais, a juventude está indo às praças; no mundo árabe, lutando pela democracia, acampados nas praças, como a Tahrir, no Egito; nos países europeus, por emprego, como na Praça Catalunha, em Barcelona, e no Portal Del Sol, em Madri. Tanto no mundo democrático da Europa, quanto no Egito sem democracia, a juventude está carente de mudanças, descontente com os rumos da sociedade em que vive. Seja por falta de democracia, de emprego, de paz, de lazer ou de cultura.
No Brasil isso não está acontecendo. Aparentemente, nossos jovens estão contentes, mas, na verdade, eles não percebem a corda bamba por onde caminham ao longo da vida.
A infância, a adolescência e a juventude brasileira caminham sobre uma corda bamba, da qual milhões vão caindo antes mesmo de chegar à idade adulta.
Logo no início da vida, crianças caem da corda bamba por falta de uma UTI infantil ou porque as mães são desprezadas pelos pais e terminam abandonando o recém-nascido. Milhões de crianças, que sobrevivem às primeiras horas de vida, continuam na corda bamba por falta de comida, de brinquedos, de estímulos educacionais, sem escolas maternais e sem o acompanhamento de mães preparadas ou de creches com qualidade. Caem da corda antes mesmo de começarem a caminhar.
Das que sobrevivem aos primeiros anos, milhões nem ao menos conseguem chegar à escola. Depois de caminhar alguns anos na corda caem logo depois, por não conseguirem entrar na escola, ficarem sem o desenvolvimento intelectual necessário e seguirem na vida sem as ferramentas básicas necessárias à vida moderna, tais como, emprego, renda e acesso a serviços essenciais.
Mesmo as que entram na escola, continuam caminhando sobre a corda bamba. A pobreza das famílias e a má qualidade da escola expulsam a maioria delas antes mesmo do fim do ensino médio. São derrubadas da corda, jogadas no chão, sem alternativas. Das que concluem o ensino médio, mais da metade não teve um ensino de qualidade e, por isso, não entrará no ensino superior, nem em um curso profissionalizante competente, ou entrará, mas abandonará o curso por incapacidade de segui-lo até o fim. Pode até obter um diploma, porém sem conhecimento superior e ficará sem emprego de nível e renda superiores.
Ao longo de todo esse tempo, e mesmo depois, essas crianças, adolescentes e jovens estarão em uma corda bamba que ameaça derrubá-las pela morte violenta antes do tempo, pela droga que age como o motor do balanço da corda por onde caminham os jovens.
Um amigo, uma decepção, uma cobrança, o simples trago em um cigarro errado ou num copo de bebida pode empurrar o jovem para a queda com uma pequena chance de recuperação.
Mesmo os que não caem por força do empurrão das drogas, caem pela ociosidade, sem escola e sem emprego.
Mas não é apenas a escola sem qualidade e a falta de renda da família que derrubam crianças. Os adolescentes e jovens de renda média e alta também caminham por uma corda bamba, pela falta de atividades e por causa de uma escola aparentemente boa, em comparação com as péssimas. Ou porque também correm o risco do consumo de drogas ou da droga do consumismo. Move a corda também a alienação da voracidade do superconsumo para aqueles que aparentemente chegaram ao outro lado, mas vivem sacrificando a vida para o enriquecimento sem valor existencial.
E quase sempre se endividando, seja pela dívida consigo mesmo, por não atender aos desejos de consumo de luxo, seja pelo endividamento com os bancos para poder comprar o luxo que deseja. Endividam-se pelos desejos de compras não realizadas ou com os bancos pelo financiamento para realizá-los.
Concorre para mover a corda a corrupção na política. Não apenas pelo desperdício de recursos públicos que vão para os bolsos de alguns, em vez de ir para as políticas públicas, com investimentos para os jovens. Pesam também a decepção e a alienação que excluem os jovens da participação política.
No Brasil, atravessar os anos antes da vida adulta é caminhar sobre uma corda bamba, balançando constantemente diante da omissão do setor público, da desarticulação das famílias, da necessidade de consumo, da violência da droga e, sobretudo, por falta do estável terreno da educação de qualidade assegurada a todos.
cristovam BUARQUE é senador (PDT-DF).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

SOBRE CONSUMO E CONSUMISMO

Consumismo é o ato de consumir produtos e/ou serviços, indiscriminadamente, sem 

noção de que podem ser nocivos ou prejudiciais para a nossa saúde ou para o 

ambiente. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de influência que 

as empresas, por meio da propaganda e da publicidade, bem como a cultura industrial, 

por meio da TV e do cinema, exercem nas pessoas. Muitos alegam que elas induzem 

ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenômeno da 

sociedade de agora.


O consumo e consumismo humano

A diferença entre o consumo e o consumismo é que no consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário para sobrevivência. Já no consumismo a pessoa gasta tudo aquilo que tem em produtos supérfluos, que muitas vezes não é o melhor para ela, porém é o que ela tem curiosidade de experimentar devido às propagandas na TV e ao apelo dos produtos de marca. No entanto, a definição de necessidade supérfluas é algo relativo, já que um produto considerado supérfluo para alguém pode ser essencial para outra, de acordo com as camadas sociais a que a população pertence. Isso pode gerar violência, pois as pessoas que cometem crimes na maioria das vezes não roubam ou furtam nada por necessidade, e sim por vontade de ter aquele produto, e de não ter condições de adquirí-lo. Nesses casos, a necessidade de consumo se torna uma doença, uma compulsão, que deve ser tratada para evitar maiores danos à pessoa. Muitas vezes o consumismo chega a ser uma patologia comportamental. Pessoas compram compulsivamente coisas que elas não irão usar ou que não têm utilidade para elas apenas para atender à vontade de comprar.
A explicação da compulsão pelo consumo talvez possa se amparar em bases históricas. O mundo nunca mais foi o mesmo após a Revolução Industrial. A industrialização agilizou o processo de fabricação, o que não era possível durante o período artesanal. A indústria trouxe o desenvolvimento, num modelo de economia liberal, que hoje leva ao consumismo alienado de produtos industrializados. Além disso, trouxe também várias conseqüências negativas por não se ter preocupado com o meio ambiente. A Revolução Industrial do século XVIII transformou de forma sistemática a capacidade humana de modificar a natureza, o aumento vertiginoso da produção e por consequência da produtividade barateou os produtos e os processos de produção, com isso milhares de pessoas puderam comprar produtos antes restritos às classes mais ricas.
A sociedade capitalista da atualidade é marcada por uma necessidade intensa de consumo, seja por meio dos mercados internos, seja por meio dos mercados externos, já que um aumento do consumo, registra-se uma maior necessidade de produção, que para atender a esta demanda gera cada vez mais empregos, que aumentam a renda disponível na economia e que acaba sendo revertida para o próprio consumo. O excesso de todo este processo leva a uma intensificação da produção e consequente aumento da extração de matérias-primas e do consumo de energia, muitas vezes, de fontes não-renováveis.
Às vezes, uma pessoa compra pela influência de outras,que na verdade, também são influenciadas pelas propagandas, filmes, revistas e etc. Ou seja, a sociedade cria um padrão, que tende a ser seguido pelas pessoas. Algumas mulheres, por exemplo, geralmente escolhem um corte de cabelo, roupas, sapatos e acessórios da moda com base em alguma atriz famosa.
[editar]Os comportamentos de compra
Segundo psicossociólogos, os consumidores tem o seguinte comportamento na hora de comprar um produto:
§  Racional: O consumidor sabe o que quer comprar e compara preços. As vezes influencia-se pela promoção e pela publicidade, mas o resultado pode ser o oposto caso se sentir enganado.
§  Impulsivo: O ato de comprar serve para canalizar o estresse, reforçado pelo próprio shopping-center ou supermercado, produzindo uma sensação de prazer imediato.
§  Compulsivo: Para esse tipo de comprador, a necessidade de comprar é comparável à de um viciado em drogas. Para os psiquiatras, trata-se de um sintoma de uma desordem emocional. O consumo se dá como uma forma de compensar um vazio, de sentir-se acompanhado, ainda que seja por um objeto.
Há também todo um processo de estimulo dos sentidos das pessoas que se dá no processo de compra. Para algumas pessoas o estímulo é visual, quando estas vêem algo e querem possuí-lo, já outras têm o estimulo olfativo, e por fim o auditivo.
[editar]Tipos de consumidores
[editar]Consumidor individualista
O consumidor individualista é aquele que está preocupado com seu estilo de vida pessoal. Nesse caso compra pelo desejo e prazer de ter o que quer.
[editar]Consumidor eficiente
O consumidor consome de modo eficiente, cuidando do seu bolso e do seu gosto. Costuma pesquisar preços antes da compra e zela pela qualidade dos serviços e produtos que consome.
[editar]Consumidor consciente
O consumidor acredita na possibilidade de contribuir para mudanças locais e planetárias por meio de seu ato de consumo.
[editar]Consumidor responsável
O consumidor leva em consideração as informações recebidas sobre produtos e empresas. Sendo assim, não compra um produto se receba a informação dizendo, por exemplo, que ele ou empresa que o produz prejudicam o meio ambiente.
[editar]Bibliografia
§  Isto é tudo - O livro do conhecimento. São Paulo:três, s.d. p. 174-7.
§  Caderno temático A nutrição e o consumo consciente. São Paulo: Instituto Akatu, 2003.

Consumo E Consumismo: Diferenças, Necessidades E Reflexões

Duas palavras com a mesma raiz, muito semelhantes, mas com significados, implicações nas vidas das pessoas e motivos muito diferentes.
Consumo é alguém adquirir, aproveitar bens, produtos, para satisfazer reais necessidades. Consumimos água e alimentos para podermos sobreviver. Comprar roupas é uma atividade de consumo motivada por uma necessidade real, precisamos nos vestir para vivermos numa sociedade que não aceita a nudez no dia a dia, também para agasalhar nossos corpos do frio, da chuva. Consumimos energia elétrica para que tenhamos uma série de confortos em nossas casas, ambientes de trabalho, mesmo porque hoje em dia é quase inimaginável nossa sociedade funcionando sem energia elétrica. Ou seja, o consumo se baseia em necessidades primordiais para o homem e para a sociedade na qual vive (o que pode variar de pessoa para pessoa, de sociedade para sociedade, porém). Até aqui, vemos que o consumo é uma atividade vital.
O consumismo, por outro lado, é o ato, ou hábito, de adquirir produtos em geral supérfluos sem que haja necessidade real, de maneira muitas vezes compulsiva, gerando até mesmo problemas financeiros para as pessoas, que desviam parte do dinheiro que seria empregado para fins mais necessários para compras sem necessidade. Há quem chegue a graus extremos de consumismo, comprando montes de coisas sem nem saber o que são, para que servem, e depois se arrependem ao ver que perderam dinheiro e criaram dificuldades financeiras para elas mesmas, por vezes sentem-se culpadas, mas não conseguem evitar que essas atitudes consumistas e negativas se repitam. Mesmo sem falar de casos extremos, as atitudes consumistas não costumam levar a fim positivo nenhum. Compra-se por comprar, não se satisfaz de verdade necessidade alguma, mesmo que temporariamente isso pareça acontecer.
Em nossa sociedade atual, o consumismo é incentivado pelas empresas, na mídia, mesmo os indivíduos passam a achar que é "correto", necessário até. Muitos o entendem como sinal de status, de riqueza, de estar "antenado" com as novidades do mercado. Outros consomem vorazmente para gerar uma (falsa e transitória) sensação de bem-estar interior, como se fosse urgente, vital comprar algo para se sentirem em paz, ou mais felizes.
Que uma "shopping-terapia" às vezes faz bem não se pode negar. Você se dar um presente quando está triste, ou quando quer se fazer um agrado, ou a outra pessoa, por achar que merece, isso é válido e melhora o astral, sim. Mas quando a "shopping-terapia" é frequente, útil para preencher um vazio interior que não se entende ou amainar uma dor, uma necessidade gritante, é hora de parar e refletir, procurando entender o que acontece.
Muito diferente do "luxo útil" que já citei em outro artigo, o consumismo desenfreado é mais um sinal de alerta do que de satisfação de uma necessidade verdadeira. Por que alguém se deixa levar pela mídia, por exemplo, e passar a ser uma pessoa consumista, que acha que estará e/ou será melhor se trocar de celular a cada 6 meses, ou todo ano comprar um carro novo, toda semana comprar uma peça de roupa nova...? Será que faltam alguns valores e certezas internos nessa pessoa, do tipo "meu valor e qualidade como pessoa não se medem pelo que tenho, mas pelo que sou de verdade"? Talvez sim. Talvez a pessoa esteja confusa e ache que o consumismo é a atitude certa em nosso mundo atual, já que ela é bombardeada por mensagens para que compre, compre, compre... Talvez tenha atitudes consumistas (consciente ou inconscientemente) para se sentir aceita num grupo, ou demonstrar estar num "nível superior" perante outros e "levantar" uma autoestima comprometida. Ou, como já dito, tem no consumismo uma "solução" (paliativa, temporária) para seus problemas, usa-o para esquecê-los.
Só que, como já dito, o bem-estar gerado por tais atitudes, se existe, é efêmero. Os motivos que levaram a pessoa a comprar e comprar não desaparecem, e aí ela permanece nessa roda-viva de compras, gastos, permanência de insatisfações, compras, gastos...
Quando a gente se percebe consumista, e isso gera um mal-estar, pode pintar uma culpa por nossas atitudes. Mas, menos culpa e mais ação. O que já foi feito, passou. Importante daí para frente é tentar entender o que motiva as atitudes, olhar para dentro de nós e avaliar o que acontece. Isso é um processo de autoconhecimento, de redescoberta do eu e de seus valores sinceros. Só assim poderemos encontrar e resolver os conceitos distorcidos que temos, a desorientação que nos acomete, os problemas de autoestima que porventura existam. Poderemos valorizar o que realmente importa, fortalecer-nos internamente e perante mensagens deturpadas externas e internas, fortalecer nossas ideias construtivas, abandonar falsos conceitos. Crer realmente que a satisfação e o bem-estar verdadeiros vêm do SER, e não do TER ou do PARECER.